Mérito ou Reparação?

"As diferenças entre um branco nórdico e um negro africano compreendem a uma fração de 0,005 do genoma humano"

"É a comprovação científica de que raça não existe ou só existe para os racistas"
 O tráfico de pessoas negras no Brasil não começou com os europeus, mas entre os africanos; e era negro grande parte dos traficantes de escravos.

Defendo o mérito, pois ele premia o esforço, o talento, a perseverança e outras virtudes necessárias ao desenvolvimento do homem na carreira profissional e na vida, para as quais se prepara, ou deveria se preparar, no ensino superior. Portanto, os melhores têm de ser aprovados no vestibular, essa instituição falida e meramente protocolar em grande parte das faculdades particulares.
Evidentemente, não se pode omitir que as diferenças sociais afastam das universidades oficiais os filhos de famílias de baixa renda, que não puderam frequentar bons colégios, assim entendidos os de ensino privado, já que a omissão ao longo dos anos sucateou a escola pública....
No tiroteio verbal ao qual essas ideias foram submetidas não se localiza a palavra meritocracia. Se o mérito, fácil de aferir, está abolido, opta-se pelo critério racial, e este padece de uma falha insanável: raças não existem. Aliás, só existe uma, a raça humana. Na impossibilidade de driblar a genética, os partidários do politicamente correto partem para a criatividade.
Umas instituições imitam os censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e deixam o candidato aos cursos dizer a própria raça, na chamada “autodeclaração”. Em outras, como a UnB, forma-se um conselho para determinar quem é negro ou não. Em ambos os casos, a bizarrice é flagrante. A autodeclaração é tão kafkiana que foram parar na capa da “Veja” os irmãos gêmeos com opiniões bem distintas: um se considerava branco; outro, negro.




Como desmenti-los,se a maioria da população brasileira é realmente formada por sangue de índio, brancos e negros em cada pessoa?

O conselho, ou algo parecido, dispõe de qual critério para aprovar alguém por etnia? A cor da pele? Os ancestrais? O cabelo? A resposta a essas e outras perguntas simples tem sempre um matiz ideológico. Quando o interlocutor não se convence, pois o argumento é raso, seguem-se xingamentos ou quaisquer das diversas formas de se apelar na debilidade de conteúdo.

Os ongueiros querem que aceitemos a falácia de que a miscigenação ocorreu por estupro. Ou seja, todos os brasileiros que não forem de uma raça pura, segundo a tese racista dos militantes, tiveram sua origem em um crime sexual. Isso não é verdade. Houve violência, sim, mas houve também consentimento, entre casados, amancebados, juntados, enfim, as relações entre homem e mulher com ascendência indígena, europeia e africana. Inventaram que responsabilizei os negros pela escravidão. Também é mentira. Apenas trouxe à luz o que está em qualquer estudo sobre o período: o tráfico de pessoas negras não começou com os europeus, mas entre os africanos; e era negra grande parte dos traficantes de negros. Pronto!, caiu o mundo na minha cabeça. Só por dizer a verdade, pois a verdade não interessa ao politicamente correto.

Reafirmo tudo que disse nas audiências públicas, inclusive as do Senado e do STF, e concluo pedindo aos apaixonados pela causa: pesquisem, leiam, estudem. Não incitem o ódio racial. Não queiram dividir o país. E vamos ao debate!
POR EM 14/03/2010 ÀS 01:28 PM 


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