Iemanjá, o Desenho da Discórdia

A pedidos do jovem Jonathan Vitalino membro da nossa pagina Etnia Brasileira,no facebook.Coloco a  imagem ao lado criada por ele que acabou criando uma GRANDE e muito engraçada polémica!
Salve minha rainha do mar...
Odô Iyá Yemanjá!!!

Jonathan
"Não tenho nem o direito de colocar em minha página meus conceitos do que acredito..."
Jonathan  É a água, ela tem que pegar um sol né...
Olha o radicalismo eim!... rs
Mayra...radicalismo? nem falei nada demais. só falei algo coerente.
Yemanjá é africana, logo...essa Yemanjá europeia e sexualizada não conta...

Jonathan  Quem falou que Deus tem pátria!
...e a foto é minha.
bjsss
Anonimo- Deve ser porque essa Iemanjá não é do camdomblé
(que é somente africana)
E sim da umbamda que tem raízes africanas mas é brasileira e indígena.
Viu que ela até parece um pouco com a Iara?


Mayra  o que seria um fundamentalista?
Lívia ‎"O Fundamentalista acredita em seus dogmas como verdade absoluta, indiscutível, sem abrir-se, portanto, à premissa do diálogo."
É importante destacar a falta de criticismo na mente do fundamentalista...

Quer saber o resto  da briga?visite a pagina do rapaz...rs  Fica o link da confusão! 


 http://www.facebook.com/photo.php?fbid=195116917182109&set=a.102544956439306.5970.100 000514073638&theater


Na África, Yemanjá governa a fertilidade e a maternidade das mulheres e também a colheita do inhame novo. E no Brasil a sua ascensão ocorreu à posição de grande mãe, perdendo suas características de mulher guerreira e de amante ardorosa, em função de sua associação com Nossa Senhora, a mãe virgem e casta. Mesmo considerada agora o Orixá do Mar, Yemanjá continua a ser saudada no Candomblé com a expressão originalmente africana “Odoiyá”, que significa Mãe do Rio, mas foi sua filha Oxum que herdou no Brasil todos os rios e regatos.

Outro aspecto de Yemanjá no Brasil a liga à figura da Rainha do Mar, personagem importante na vida dos pescadores. Este aspecto marítimo desenvolveu-se associando Yemanjá à figura da sereia, não só a européia, mas também a africana.
Tanto é assim que suas festas mais importantes são comemoradas de acordo com o calendário católico. Com o surgimento da Umbanda na década de 1930, Yemanjá tem reforçado seu papel de mãe estritamente associada à Nossa Senhora. Ela assume aspectos que deixam de lado – conforme se dá em todo o processo de formação da Umbanda – seus traços africanos originais, assumindo características inteiramente européias.


Ela agora é branca, de longos cabelos negros e lisos, usa um vestido azul de mangas longas, trazendo na cabeça um diadema em forma de estrela

Ela é Stella Maris, como é Nossa Senhora

Embora ela seja a Grande Mãe da Umbanda, ao lado do Grande Pai que é Oxalá, seu papel cotidiano Umbandista é bastante reduzido. Ela assume a chefia de falanges de “espíritos de luz”, comandando espíritos de Caboclos e Iaras que, muitas vezes, recebem nomes alusivos a tal aspecto, como exemplo: Caboclo do Mar, Caboclo Estrela do Mar, Janaína, Cabocla Iara etc.

Na Umbanda, o duplo aspecto de Yemanjá como mãe e amante ficou limitado apenas ao primeiro, sendo que os aspectos ligados à sexualidade foram transferidos para outra entidade que é a Pombagira, associada à condutas muitas vezes consideradas imorais pela sociedade. É portanto na Umbanda que Yemanjá, como mãe, teve sua elaboração mais próxima das concepções da sociedade brasileira inclusiva, ou seja, da sociedade branca.

Outras formas de contato com a Rainha do Mar, a julgar pela crescente presença da população nas festas celebradas nas praias brasileiras – se não for fé, pelo menos pela emoção da participação coletiva – tornam possível declarar Yemanjá como o Orixá mais popular do Brasil, visto pelo povo do Candomblé, pelo povo da Umbanda ou ainda pela sociedade como um todo.
  Yemanjá, a Mãe Poderosa – Armando Vallado

    1 Sua Vez...:

    Gente achei o desenho lindo! sem mais.

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